controle interno

Entenda 6 desafios do controle interno

Muito se fala das medidas de controle interno nas empresas, já que efetivá-lo é crucial para evitar problemas fiscais, salvaguardar seus ativos, garantir resultados e desenvolver saudavelmente o seu negócio. Contudo, os gestores se depararão com certos desafios que devem ser superados para implementar essas medidas com sucesso.

Diante da importância do assunto, redigimos este conteúdo no qual explicamos o conceito de controle interno, a sua relevância prática para sua empresa, quais são os 6 principais desafios que os gestores encontrarão e, no fim, o papel da auditoria contábil nesse processo. Boa leitura!

Qual é o conceito de controle interno?

O controle interno consiste em um conjunto de ações e medidas que objetivam proteger os ativos financeiros e físicos da empresa. Ele pode ser feito pela verificação da fidedignidade e exatidão dos dados, maximização da eficiência operacional, entre outros atos.

O planejamento organizacional para implementação desse controle deve ser feita pela alta administração, porém, envolver os colaboradores e gestores de todos os níveis da empresa. Assim, ela conseguirá realizar objetivos específicos e promoverá boas práticas de Governança Corporativa. O plano ainda deve observar os aspectos gerais para garantir sua efetivação:

  • úteis: salvaguarda os ativos e promove o desenvolvimento da empresa, protegendo a organização e as pessoas que nela trabalham;
  • práticos: o controle é apropriado ao porte da empresa e suas operações;
  • econômicos: as vantagens de manter o controle devem ser superiores aos seus custos.

Quais são os 6 principais desafios do controle interno?

Os desafios são entraves internos, necessidade de conhecimento técnico e outras dificuldades que inviabilizam a implementação de medidas de controle interno. Veja quais são eles e o que fazer ao encontrá-los.

1. Modelo de gestão

Esse modelo é um conjunto de estratégias que alteram a relação entre empresa e funcionário, bem como os objetivos que buscam. Os mais aplicados no mundo corporativo são:

  • gestão democrática: há valorização do capital humano e comunicação aberta entre o pessoal;
  • gestão meritocrática: o gestor recompensa os colaboradores de forma individual por seus desempenhos;
  • gestão por resultados: o foco é alcançar as metas o mais rápido possível;
  • gestão por processos: busca eficiência dos procedimentos realizados na empresa;
  • gestão participativa: os colaboradores se envolvem na tomada de decisões da organização.

É fundamental que os alicerces do modelo de gestão adotado permitam e facilitem a implementação do controle interno.

Os modelos que se preocupam unicamente com o alcance de resultados pode atrapalhar o atingimento desse objetivo, sendo recomendável optar por aqueles que envolvam todos os níveis administrativos (estratégico, gerencial e operacional) na gestão, assim você conseguirá implementar o controle em todo o negócio.

2. Riscos envolvidos

Saber quais são os riscos que podem prejudicar as finanças, credibilidade e funcionamento do negócio. Muitos gestores pensam que uma determinada situação nunca acontecerá em seu negócio, deixando de tomar as medidas necessárias para evitá-lo, o que aumenta a probabilidade de ocorrência do risco.

Para isso, é necessário encarar a responsabilidade com seriedade, observar e anotar atentamente todos os processos que geram riscos ao empreendimento. Estude as medidas de controle para evitá-los e conscientize todos os colaboradores para que mantenham um olhar crítico e atento às ameaças.

3. Questões legais

É possível que uma empresa cometa infrações à legislação sem saber disso. Mesmo que o gestor tenha conhecimento sobre a lei, os líderes de setores e outros colaboradores podem incorrer em atos que não saibam ser ilegais ou antiéticos.

Após a entrada em vigor da Lei Anticorrupção (Lei n.º 12.846/13), as ações que devem ser evitadas pelas empresas se tornaram mais claras e abrangentes, mas as punições ficaram mais severas. O processo que garante a observância da lei é chamado de compliance, que é um conjunto de medidas com a finalidade de cumprir as normas regulamentares. Isso ajudará a manter um controle interno eficiente sobre as questões legais.

4. Conscientização da equipe

Todos os empreendedores, funcionários, acionistas e demais pessoas devem trabalhar em conjunto para implementar os controles internos e colaborar para gestão de compliance, para isso, eles devem apoiar e executar um padrão de condutas éticas dentro da organização. Esse é um dos maiores desafios no cotidiano das empresas, já que muitos funcionários podem se mostrar resistentes para adotar as práticas de controle.

Isso pode ser evitado quando a empresa identifica e retém os seus talentos, aplicar treinamentos e capacitações, investir na profissionalização dos setores, entre outras medidas que objetivam fazer com que os colaboradores sigam as regras de conduta da companhia.

5. Suporte eficiente

A falta de suporte dos líderes aos colaboradores prejudicará a efetividade da implementação dos controles internos. Os gestores devem assumir uma posição de liderança e se mostrarem disponíveis para qualquer situação. Eles devem estar dispostos a ouvir seus colaboradores, entender seus problemas, solucionar dúvidas e propor soluções.

Com isso, os administradores conseguirão estruturar uma matriz de risco com mais facilidade, já que saberão quais são os problemas e ameaças à produtividade em todos os setores, bem como quais medidas devem ser tomadas.

6. Capacitação e conhecimento na área

Muitos indivíduos não entendem a importância do assunto ou não tem o conhecimento técnico necessário para aplicar medidas de controle. Nesse caso, é preciso incentivar a participação dos líderes e colaboradores em palestras e aulas sobre o tema, como também solicitar os serviços de auditores contábeis para garantir a solução dos desafios.

Qual é a importância da auditoria contábil para o controle interno?

A auditoria contábil é um procedimento no qual se verifica a situação financeira de uma empresa, sua finalidade é a de certificar a exatidão dos registros contábeis, averiguar a eficácia do controle interno e verificar se há irregularidades, fraudes ou erros na gestão e apresentar as devidas soluções.

Os profissionais analisam os documentos contábeis, registros, livros, demonstração do resultado (DRE), fluxo de caixa, balanços e outras fontes internas ou externas para obter essas informações.

Esse processo é imprescindível para que o empreendedor tenha uma opinião fundamentada sobre a real situação financeira do seu negócio, pois ele saberá se está infringindo normas contábeis ou não. Isso traz amplas vantagens ao controle financeiro, patrimonial e econômico da empresa. Além disso, outros aspectos da empresa serão beneficiadas, incluindo as áreas:

  • administrativa: aumenta a eficiência da gestão;
  • fiscal: garante o cumprimento das obrigações tributárias;
  • técnica: aumenta a efetividade dos serviços contábeis;
  • ética: analisa honestidade dos atos praticados;
  • social: melhora a imagem da empresa.

O controle interno é imprescindível para qualquer empresa que deseja garantir sua sobrevivência a longo prazo. Entretanto, será preciso saber como superar os problemas listados, o que pode ser feito com a ajuda de auditores contábeis especializados e experientes.

Saiba também como funciona a fiscalização de empresas e se prepare para as auditorias externas! Confira!

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