8 práticas para proteger suas informações contábeis de ataques cibernéticos

Conforme a tecnologia se desenvolve, criminosos virtuais também criam novos métodos de invadir sistemas, subtrair dados e outros tipos de ataques cibernéticos para lucrar ilegalmente sobre as atividades da empresa.

Ataques virtuais realizados nas informações contábeis de uma organização podem causar danos inutilizando seu sistema, impedir a correta execução de suas operações, causar prejuízos em suas contas e possivelmente levá-lo à falência. No texto de hoje, listamos algumas práticas que ajudam no combate a esses crimes. Confira!

As modalidades mais comuns de ataques cibernéticos

Para mantê-lo à par das modalidades de ataque, elaboramos uma listamos dos comuns de serem efetuados:​

  • vírus tradicional: linha de código de que modifica os arquivos e programas do computador, infectando-os e alterando suas ações;
  • trojan horse (cavalo de troia): assim como a história clássica do cavalo de troia, esse vírus atravessa o sistema sob a impressão de um arquivo confiável, ele pode vir escondido em arquivos de música, mensagens de e-mail, entre outros;
  • adware: vírus que executa e exibe uma grande quantidade de anúncios sem a permissão do usuário;
  • backdoor (porta dos fundos): explora falhas em programas desatualizados ou do firewall para garantir controle remoto do sistema ao criminoso;
  • browser hijacker (sequestro do navegador):
  • spyware: softwares espiões que captam informações do usuário;
  • worm (verme): se espalham sem a necessidade de outros arquivos, podem se autorreplicar em redes de computadores e dispositivos USB;
  • keylogger: monitoram todas as teclas digitadas pelo usuário e as enviam ao criminoso que objetiva obter dados de login ou bancários da vítima;
  • trojan banking: cavalo de troia destinado ao roubo de dados bancários, de sites de compras, servidores de e-mail e redes sociais;
  • time bomb (bomba relógio): malware de contagem regressiva, seus efeitos ocorrerão após um prazo determinado;
  • ransonware: sequestram dados por meio de criptografia (seus códigos são ilegíveis), o ranson exibe mensagens exigindo depósito ou compra de produtos, prometendo o envio de uma senha que liberará os arquivos, porém a vítima não recebe a senha.

1. Rotina de backup

Backup consiste na efetuação de cópias de seguranças dos dados da empresa. Caso algum malware destrua ou modifique os arquivos, basta que a organização faça uma limpeza no sistema e transfira as cópias feitas previamente.

O ato é feito pela própria empresa, mas também pode ser utilizada a tecnologia nuvem. Nesse caso, os dados são copiados a um servidor de outra empresa.

Backups em nuvem protegem os arquivos em caso de incêndios, roubos e danos físicos, e também eliminam a necessidade de aquisição de servidores próprios, minimizando gastos da corporação.

2. Uso de antivírus

O antivírus é um programa que detecta, impede a entrada e realiza a remoção de malwares. Eles são amplamente utilizados para proteger os computadores e aparelhos móveis (como smartphones e tablets) contra o ingresso de vírus.

Esses softwares detectam ameaças de várias maneiras, seja inserindo um DVD ou pendrive no computador, clicando em um e-mail ou link malicioso ou baixando um arquivo infectado. É emitido um alerta dizendo que o arquivo está infectado e foi impedido de ser executado no seu computador.

Caso seu sistema já tenha malwares agindo dentro dele, é possível abrir o antivírus e efetuar a função de escaneamento. O software analisará cada arquivo na máquina e colocará aqueles infectados em quarentena ou os deletará, mantendo o computador protegido a partir daquele momento.

Faz-se importante que o antivírus esteja sempre atualizado (normalmente há atualizações automáticas) para se manter um passo à frente dos criminosos virtuais.

3. Administração ativa dos dados da empresa

Além de investir constantemente em melhores softwares e nas suas atualizações, também é fundamental manter uma governança administrativa que priorize a proteção dos arquivos.

A administração ativa pode ser feita pela certificação dos técnicos de segurança, auditorias de TI, renovando o sistema, atualizando-o, contratando novos profissionais ou capacitando as equipes que manuseiam os arquivos mais importantes. Esse procedimento deve ser realizado periodicamente para garantir que a empresa sempre esteja protegida.

4. Conscientização e treinamento dos colaboradores

Para confirmar que a segurança seja completa, também é preciso que seus colaboradores, sejam eles operadores, gerentes, supervisores ou outros administradores, entendam os danos causados pelos malwares e a importância das práticas de proteção contra ataques virtuais.

Muitas vezes um computador é infectado pela falta de conhecimento dos usuários. Por essa razão é importante que todos adotem as medidas de prevenção. Para fazê-lo, promova reuniões sobre a utilização de antivírus, tipos de malwares, formas de infecção e instrua-os sobre hábitos em prol da segurança dos dados.

5. Controle do sistema de e-mails da empresa

Uma das formas mais comuns de tentativa burlar a segurança nas empresas é por e-mails maliciosos. Os criminosos fingem ser uma empresa confiável e enviam um comunicado eletrônico aparentemente oficial à vítima exigindo senhas, número de cartões ou o download de certo arquivo (que guarda um malware dentro de si).

Esse ataque é conhecido como phishing, que se traduz para pescando em inglês, no qual o fraudador tenta pescar a vítima utiliza o e-mail como isca. Para evitar esse problema, a companhia deve utilizar um bom filtro de spams (mensagens eletrônicas enviadas sem o seu consentimento).

A conscientização dos usuários, para que não acreditem no conteúdo de qualquer e-mail que recebem, e a instrução para entrar em contato com a empresa antes de enviar seus dados, clicar em links ou baixar os arquivos anexados, é outro aspecto primordial nessa estratégia de prevenção.

6. Criação de senhas mais seguras

Senhas simples são fáceis de serem decodificadas por hackers, deixando o sistema mais vulnerável a invasões.

Para tornar as senhas mais seguras, deixe-as mais longas, inclua números, caracteres especiais e letras maiúsculas ou acentos. Isso as torna excepcionalmente mais difíceis de serem descobertas pelos criminosos virtuais.

7. Limitação e controle dos direitos de acesso

Os direitos de acesso consistem na criação de diferentes níveis do sistema, cujos dados são separados de acordo com sua relevância na empresa e seus acessos se darão de acordo com o nível hierárquico de cada usuário.

Colaboradores novatos não sabem como exatamente funcionam ataques cibernéticos e podem acabar comprometendo os dados acidentalmente. Com uma plataforma de gestão que permita o controle dos acessos, as informações mais importantes estarão protegidas com os colaboradores mais experientes e que sabem evitar sequestro de dados.

8. Uso da criptografia nos dados

A criptografia consiste em transformar os arquivos em uma linguagem que só pode ser lida pelo sistema da empresa. Assim, caso eles sejam subtraídos, serão ilegíveis para os criminosos virtuais. Isso é fundamental se a empresa realiza constantes transferências de informações importantes.

Os dados devem ser criptografados antes de serem enviadas por e-mail ou copiados em um dispositivo de armazenamento removível (como um pendrive). O ideal é que os procedimentos de criptografia e descriptografia sejam realizados automaticamente pelas plataformas da empresa.

Negligenciar os ataques cibernéticos causa impactos excessivamente negativos às contas da organização, mas ao seguir as táticas explicadas neste artigo, sua empresa continua exercendo suas atividades com plena segurança.

Atualmente a tecnologia está presente em todos os setores da empresa, inclusive nos documentos fiscais. Entenda aqui os benefícios da nota fiscal eletrônica para o negócio!

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